Momento engraçado.
Tenho passado por um momento engraçado, pelo menos para alguém como eu.
Quero tudo e nada ao mesmo tempo.
Sempre me questiono o fato de "Estar sozinha".
Para não estar sozinha, fiz tudo da forma mais fácil, fui para outras pessoas quem essas pessoas queriam, como queriam e na hora que queriam.
Fiquei tão cega com a possibilidade de não estar sozinha que acabei me deixando levar, me acostumei com a situação e ai já viu.
Pois bem, sempre existe tempo para mudar de posição. Pensei e repensei, "Se tanto quer, que seja a Thaís no modo integral".
Talvez eu esteja sendo rígida demais com isso tudo. Mas o fato é que passei muitos anos cedendo, abrindo mão das minhas coisas. Em troca de que? Um pouco de amor?
Pensando bem, cansei de errar e me moldar as vontades dos outros.
Vou me deixar moldar pelo destino, acaso, tempo e mais uma série de fatores que não dependem de mim.
Realidade.
Você tinha todas as suas esperanças dentro de uma bola de festa, alguém vem e estoura.
As esperanças não saem de dentro da bola aos poucos elas saem de uma vez só.
Devido a euforia do momento, você fica parado, apenas observa. Tudo aquilo que você plantou, se dedicou e sei lá mais o que em segundos acaba.
Fica tudo ali, no chão, perdendo energia para o meio. Você pensa em catar, mas já não existe NADA. Você pensa em xingar absolutamente tudo e todos, mas não valeria a pena. No final das contas, você luta pra não chorar, luta pra não deixar bem claro que aquilo acabou com você, não só naquele momento, mas muito antes. Começou a acabar quando o que sentia se transformou em esperança. Esperança, dependendo do caso é ruim. Muito ruim.
Cega, machuca e até mata. Te faz viver histórias de contos de fadas, sozinha.
Olhe para o lado e veja... você e sua maldita esperança. Sozinhos, sonhando com um futuro que não existe nem em sonho.
Como eu escrevo.

Escrevo descrevendo sentimentos, momentos, coisas que me deixam inquieta de tão feliz, triste ou sei lá o que.
Somente nessa condição eu escrevo...
Escrevo de olhos fechados. Sem música, como numa oração.
Ai sim, eu escrevo, deixo fluir, com erros ou sem. Ali tem Thaís, ali tem inspiração de uma inspiradíssima inquieta. Pensamentos confusos de uma estudante de sistemas. Frustrações de professora e finalmente ilusões e esperanças de Prin. Thai.
Sim, eu acho que a ainda espero pelo príncipe no cavalo branco, ou sei lá que cor. Mas espero.
Eu fecho os olhos e sinto, mais ou menos como estar de frente para o mar em um dia de frio. Você se protege do vento, mas no final das contas deixa que ele te abraçe.
Tem sido difícil escrever, tem sido difícil ser professora, aluna, Prin. Thai e filha Thaís. Muito difícil.
Tenho passado por situações que deveriam me jogar para o fundo, mas também tenho alguém que faz questão de não deixar isso acontecer.
A pura verdade.
É meu bem, é isso, eu também me sinto assim.
Meus pensamentos tolos, todos traduzidos com palavras e docemente postados aqui no blog são todos voltados para você. Por isso quase não tenho postado aqui.
Me sinto trêmula, sem ar, nua com todos os meus sentimentos ali a mostra.
Te conheço de outro lugar, te sinto sem sentir, lembro de situações que nunca vivi com você. Mas é assim, vai continuar sendo.
Por essas e outras que eu insisto em você, insisto em nós dois.
Saiba, talvez eu diga besteira, talvez eu faça besteira, mas eu acho que amo você.
Cuide!
"Palavras duras em voz de veludo, 1º de julho
Novela.

Você briga, acha que a pessoa só serviu para tirar sua vida de um rumo que considerava certo. Enfim.
Certas horas dá vontade de mudar de mundo, deixar pra lá.
"Não vai dar certo mesmo, vou parar de insistir." - Você tenta se enganar.
Desespero, conformidade, carinho e saudade. Você passa por todas essas etapas, vai e volta, vai e volta. No final das contas morre de medo, no final das contas queria sair por ai, gritar o nome da pessoa, passar o dia inteiro conversando e falando besteira.
"- Vai embora!
- Vai ser feliz com ele, eu já dei a minha benção.
- Tá, tudo bem, eu vou tentar ser feliz com ele. Se não der com ele eu vou tentar com outro. Mas, do que adianta eu tentar com ele com outros se é você que eu quero?"
(Nelinha e Zeca, em Tempos modernos)
Medrosa ou corajosa demais?