Sem bolero nem chá-chá-chá!
Incrível a sensação de descrever algo que perdurou por tantos anos, tantos dias, tantos beijos, tantas juras em apenas 3 palavras. Era algo que deveria, no mínimo, merecer um livro, daqueles que se perde o fôlego da primeira a última página. Mas se transformou em apenas em uma apagada e curiosa lembrança diante de determinadas músicas tocadas em um buteco qualquer do centro do Rio.
Tudo começou com uma promessa, dessas que fazemos aos nossos melhores amigos, prometi um ano inteiro da minha vida a alguém que eu mal conhecia. Acho que foi um ato um tanto quanto ousado, quando você mesmo nunca conseguiu se relacionar amigavelmente(sentimentalmente falando) com ninguém por mais de 5 meses, é realmente algo que dá um caráter todo especial a esse novo momento, nova idade, novo tudo.
Incontáveis foram as vezes em que repetimos o mesmo ritual, as vezes em que da mesma forma eu senti as mesmas coisas. Seguiamos sempre o mesmo protocolo: espera, tato, escuro, frio, quente, espelhos, cansaço e adeus.
O brinde que eu levava disso tudo era apenas um iogurte ou suco de laranja que acabava por estragar na geladeira de casa por esquecimento da minha parte. O meu esquecimento não era desdém, era falta de tempo, paciência e até mesmo dedicação.
O tempo se passou como alguém correndo na orla de Botafogo, quando percebi eu já não era mais a moça tão jovem, tão cheia de sonhos e vontades. Eu era apenas alguém. Alguém que gostava de viver, mas não sabia como. Alguém que imaginava saber amar, mas não tinha ideia da imensidão e da dedicação que isso requer.
Fui dos 18 aos 23 anos em poucas piscadas de olho. Se levar um namoro, noivado, casamento por tanto tempo parece longo e difícil de lidar. Esse vínculo semanal, as vezes até mensal, me pareceu muito rápido.
Confesso que minha intenção nunca foi a de guardar para mim algo que era de outra pessoa, mas devo admitir que sonhava com isso. Me parece ser impossível confiar em alguém que consegue lidar com sentimentos fortes por mais de uma única mulher. Mas o sonho continuava, persistia e apesar de todo protocolo, rotina e até mesmo marasmo, eu tentei.
Belo dia acordei, cabelos cacheados, longos, aniversário de 18 anos. No outro eu era alguém 5 anos mais velho, já não me sentia mais como alguém especial. Aquele protocolo semanal, seguido durante 5 anos, já me parecia aqueles cursos de inglês que demoram a vida inteira para serem concluídos e eu finalmente resolvi dar fim a algo que começou numa brincadeira, virou verdade e quase algo para a vida toda.
E algo que durante toda sua vida útil, nunca gerou rusgas, no último dia de vida resolveu gerar. O nosso adeus não foi regado a algum bolero cafona ou lágrimas de saudade antecipada.
Nossa despedida foi como nosso protocolo: espera, tato, escuro, frio, quente, espelhos, cansaço e adeus.
And so it's...
Sempre que se adia uma decisão importante o que se encontra é um problema muito maior do que se pensa.
O bom não é exatamente tomar a decisão, mas o fato de ter dito o que deveria dizer, feito exatamente o que deveria fazer e perceber que todo aquele discurso na frente do espelho ficou muito melhor ao vivo.
Coração leve, sensação de recomeço, mas em alguns casos... essa sensação, não representa um começo efetivo, apenas o início dele.
Pois bem, inicia-se uma fase que parece começar e recomeçar milhares e milhares de vezes em uma única vida.
Primeira fase o vazio é como uma casa vazia, sem paredes, toda pintada de branco, por dentro de por fora.
Momento engraçado.
Tenho passado por um momento engraçado, pelo menos para alguém como eu.
Quero tudo e nada ao mesmo tempo.
Sempre me questiono o fato de "Estar sozinha".
Para não estar sozinha, fiz tudo da forma mais fácil, fui para outras pessoas quem essas pessoas queriam, como queriam e na hora que queriam.
Fiquei tão cega com a possibilidade de não estar sozinha que acabei me deixando levar, me acostumei com a situação e ai já viu.
Pois bem, sempre existe tempo para mudar de posição. Pensei e repensei, "Se tanto quer, que seja a Thaís no modo integral".
Talvez eu esteja sendo rígida demais com isso tudo. Mas o fato é que passei muitos anos cedendo, abrindo mão das minhas coisas. Em troca de que? Um pouco de amor?
Pensando bem, cansei de errar e me moldar as vontades dos outros.
Vou me deixar moldar pelo destino, acaso, tempo e mais uma série de fatores que não dependem de mim.
Realidade.
Você tinha todas as suas esperanças dentro de uma bola de festa, alguém vem e estoura.
As esperanças não saem de dentro da bola aos poucos elas saem de uma vez só.
Devido a euforia do momento, você fica parado, apenas observa. Tudo aquilo que você plantou, se dedicou e sei lá mais o que em segundos acaba.
Fica tudo ali, no chão, perdendo energia para o meio. Você pensa em catar, mas já não existe NADA. Você pensa em xingar absolutamente tudo e todos, mas não valeria a pena. No final das contas, você luta pra não chorar, luta pra não deixar bem claro que aquilo acabou com você, não só naquele momento, mas muito antes. Começou a acabar quando o que sentia se transformou em esperança. Esperança, dependendo do caso é ruim. Muito ruim.
Cega, machuca e até mata. Te faz viver histórias de contos de fadas, sozinha.
Olhe para o lado e veja... você e sua maldita esperança. Sozinhos, sonhando com um futuro que não existe nem em sonho.
A pura verdade.
É meu bem, é isso, eu também me sinto assim.
Meus pensamentos tolos, todos traduzidos com palavras e docemente postados aqui no blog são todos voltados para você. Por isso quase não tenho postado aqui.
Me sinto trêmula, sem ar, nua com todos os meus sentimentos ali a mostra.
Te conheço de outro lugar, te sinto sem sentir, lembro de situações que nunca vivi com você. Mas é assim, vai continuar sendo.
Por essas e outras que eu insisto em você, insisto em nós dois.
Saiba, talvez eu diga besteira, talvez eu faça besteira, mas eu acho que amo você.
Borboletas na barriga.
- Borboletas, por favor, saiam dai. Saiam de dentro da minha barriga. Só não sentiu isso quem nunca se apaixonou. Só não sente isso quem nunca teve um encontro com cara de acaso. Que nunca foi alvo de uma saudade esquisita em que nunca se beijou o amado, mas não se faz tão necessário quanto se pensa.
Quando você se pega gostando de alguém e esse alguém é O alguém, algumas coisas parecem deixar de fazer sentido.
Toda mulher sonha em encontrar um cara legal. Toda.
Sempre sonhei em encontrar alguém que se preocupasse comigo, que me fizesse rir quando não deve e que estivesse do meu lado, seja 2hs da manhã de uma segunda feira de trabalho ou em uma véspera de sábado.
"A sensação é a de que eu usei o perfume que estou sentindo agora. Mas o perfume não está em mim. Ele está nas minhas lembranças recentes. A vida dá muitas voltas e eu me pego agora totalmente tonta, inebriada, confusa com tudo, absolutamente tudo que você fala, faz e demonstra. Sabe porque?
É extremamente coerente. "
É assim? Gostar de alguém é assim?
Pois bem, eu estou gostando.
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Jardins e o recomeço...
Mas e agora? O que fazer com os sábados e domingos, antes tão cheios de compromissos e agora tão vazios?
Os amigos parecem sentir e se afastam. Você talvez não seja uma boa companhia, conta sempre a mesma história, fala as mesmas coisas a respeito do seu comportamento O comportamento dele. Deplorável. Triste.
Diz que nunca mais vai se deixar levar por alguma situação parecida. Balela.
Os dias se passam, coração quieto, esvaziando feito uma piscina de plástico em um dia de calor, você não quer esvaziar, mas precisa.
Tudo parece ser tão normal, tão esperado, mas dói... mesmo assim não para de acontecer. Aceitar, viver e esquecer. Eis o caminho.
Aceitar, você aceita.
Viver, você vive. Mas se irrita com as constantes provas de que a pessoa ainda está por ali... seja por uma música que você ouve alguém cantarolando na rua (que é justamente a primeira música que você ouviu a pessoa cantarolando), por alguém falando alguma coisa do bairro aonde a pessoa mora, enfim. Parece que o mundo gira por isso... parece que tudo conspira para fazer você lembrar.
Mesmo assim você vive, sente um leve alívio. A sensação de sufoco aos poucos passa. Os sábados viram dia de descanso e quem sabe uma boa saidinha com os amigos.
E ai meu bem, sinal de que começou o processo de esquecer.
Você vai esquecendo, vivendo, aceitando. Tudo ao mesmo tempo. Não busca motivos. Apenas tenta esquecer certos detalhes.
Certamente irá pensar no início de tudo, irá se culpar por uma série de coisas, irá sorrir sozinho, sorrir e chorar, sorrir de tristeza e chorar de saudades. Mas é assim mesmo. Só se pensa no início quando se chega ao fim.
Irá se dar conta que foi egoísta, viveu uma coisa sozinho. Viveu uma história consigo mesmo. Mas não se preocupe. Acontece. Sentimentos são feitos para serem sentidos e não necessariamente correspondidos. Aconteceu comigo, com você e vai continuar acontecendo.
Apenas um desabafo.
- Você não vai me colocar em uma situação humilhante, me diminuindo e sei lá mais o que.
Sabe porque?!
- Porque eu NÃO me permito.
Francamente, existem pessoas que não sabem aonde é o seu lugar. Perdidas. Sem rumo. Precisam se auto afirmar tentando causar "caos" na vida dos outros.
Desabafei. Ponto final.
Parabéns, Uhul.
Aniversário - Maressa!Ah Ney!
Reatei um relacionamento que era somente uma boa amizade. Mas amizade mesmo, daquelas em que se pode ligar a qualquer horário para falar sobre coisas da vida. Só me toquei disso quando eu já tinha dito sim. Os dias se arrastaram e eu resolvi ser sincera, falei tudo, sem pudores e com um pouco de "sensibilidade". Não deu certo. Sinceramente acho que a tal da amizade para toda hora se foi.
Que seja, coisas da vida. Passou.

"Ele diz, tudo aquilo que eu queria dizer, mas não digo.
Canta versos de amor, fala de coisas que eu vivo. .
A Ney M. só você... só você."
Ano novo X Inspiração
Ah 2009, vá com Deus.Epidérmico!
(Amor Epidérmico - Martha Medeiros)
Descreva-se, se puder!
Visitando profiles, twitters, blogs e afins. Descobri que pessoas tem uma super dificuldade em se descrever e acabam optando por colocar um pedaço de música que resuma um pouco de sua personalidade.
Resolvi colocar a minha descrição aqui:
"Thais Leal (21), como fazem nos jornais, estudante de sistemas de informação, professora, aficionada por programação e desenhos animados. Virginiana, analista, ascendente em escorpião, geniosa, lua em peixes, uma romântica incorrigível. Ah, escritora também. E leitora. E orkuteira. E baladeira. E apaixonada, mesmo que seja por um pedaço de papel ou lembrança ligada a músicas de axé.
Alguém que se descreve com músicas, prende o choro sem motivo no meio da rua e que como professora não tem vergonha de dizer quando não sabe alguma coisa (Mas logo após sai correndo para o Goooogle procurar).
Enfim, Thaís Leal, Thai, Carrie, Sapita... palavras, nomes, nicks que descrevem um ser humano de comportamento um tanto quanto peculiar. "
Será que eu realmente preciso dizer mais alguma coisa?!
Está lançado o desafio, Descreva-se, se puder!
A frase da moda.
Café sem açúcar!

Vivo uma fase meio:
Sem graça, confesso. Mas sei que é apenas o início de um novo incêndio.
É um fato, eu sou uma incendiária. Daqui a pouco acho outra fonte de calor, impossível ou não, invisto todas as minhas pequenas e sinceras faíscas, crescendo, pouco a pouco, incendiando, doendo, fazendo doer. E tudo começa outra vez.
"I gotta take a little time,
A little time to think things over
I better read between the lines,
In case I need it when I'm older"
Ansiedade, consumismo e um cadinho de sentimentalismo.
É engraçada a forma como determinadas preocupações causam reações diferentes em mim. Talvez sejam o tais hormônios, talvez sejam os tais problemas. O fato é que: Tenho aqui um cartão de crédito, uma conta ativa e "verde" e muitos impulsos de comprar absolutamente tudo bonitinho que vejo pela frente. Sempre com a desculpa "Nossa, preciso tanto disso". Momento "Insight"
Sempre achei meio "balela" esse negócio de autoconhecimento. Mas de uns tempos para cá é isso que eu tenho mais feito. Não me sinto fechada, me sinto diferente, estar sozinha não é mais o problema que um dia foi.- Temos que ser centrados sempre.
Questionamentos?!
Descobri que o especial, quando é especial, é especial e ponto final. Sem porques, é especial e não se fala mais nisso.
Mas ai me pergunto: Se é especial, porque não deixar bem claro que é especial?
Hoje o cursor do editor de texto do blog apenas pisca na minha frente, enquanto minha mente dá voltas e voltas, a vontade de chorar, gritar, sorrir, fingir não ser, vai e depois volta.
Me dei conta, "Eu estou sozinha, novamente?!" - ou será que sempre estive e não percebi?
Esse é um post de questionamentos, certezas e loucuras. Essa é a única forma que tenho para dizer que tem coisas que nunca vão mudar em mim.
Roubei de um blog, algo que alguém muito especial em minha vida escreveu sobre ele mesmo (e quando ele fala dele mesmo... automaticamente ele fala de mim, visto que somos incrivelmente parecidos):
"Tenho uma capacidade inefável para construir castelos de areia. Acredito no improvável, deposito últimas esperanças nas exceções, todas as fichas são apostadas naquele número da roleta que ainda não saiu.
(...)
Basta uma fagulha, por menor que seja, para que o meu celeiro se incendei - e, então, controlar as chamas que ardem aqui dentro é quase impossível... Quando isso acontece, é preciso deixar que o fogo consuma tudo, num apetite voraz, para, no fim, quando restarem apenas cinzas, renascer. Tal qual a Fênix.
(...)
Um louco, por esperar pela exceção. Um irresponsável, por apostar onde não deveria. Tolo, louco, irresponsável, mas, sobretudo, incendiário."
A vontade agora, é a de pular os dias... sem viver e viver ao mesmo tempo. Apenas dormir, sem sentir, sem ver... o tempo passar.
Professora Thai.
Hoje, enquanto dava aula, me lembrei com saudade do tempo em que eu era a aluna que acha meu professor de infomática chato e vivia a visitar orkut e afins escondido.Professores são vistos como seres humanos diferentes, pelo menos eu via assim, como alguém que sempre sabe a resposta para os nossots questionamentos, aquele que temos curiosidade para saber onde mora, se namora, onde estudou ou se tem filhos. Me pergunto: Será que alguém tem a mesma curiosidade sobre mim?



