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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sem bolero nem chá-chá-chá!

É tudo mais ou menos assim  - início, meio e fim.
Incrível a sensação de descrever algo que perdurou por tantos anos, tantos dias, tantos beijos, tantas juras em apenas 3 palavras. Era algo que deveria, no mínimo, merecer um livro, daqueles que se perde o fôlego da primeira a última página. Mas se transformou em apenas em uma apagada e curiosa lembrança diante de determinadas músicas tocadas em um buteco qualquer do centro do Rio.

Tudo começou com uma promessa, dessas que fazemos aos nossos melhores amigos, prometi um ano inteiro da minha vida a alguém que eu mal conhecia. Acho que foi um ato um tanto quanto ousado, quando você mesmo nunca conseguiu se relacionar amigavelmente(sentimentalmente falando) com ninguém por mais de 5 meses, é realmente algo que dá um caráter todo especial a esse novo momento, nova idade, novo tudo.

Incontáveis foram as vezes em que repetimos o mesmo ritual, as vezes em que da mesma forma eu senti as mesmas coisas. Seguiamos sempre o mesmo protocolo: espera, tato, escuro, frio, quente, espelhos, cansaço e adeus.
O brinde que eu levava disso tudo era apenas um iogurte ou suco de laranja que acabava por estragar na geladeira de casa por esquecimento da minha parte. O meu esquecimento não era desdém, era falta de tempo, paciência e até mesmo dedicação.

O tempo se passou como alguém correndo na orla de Botafogo, quando percebi eu já não era mais a moça tão jovem, tão cheia de sonhos e vontades. Eu era apenas alguém. Alguém que gostava de viver, mas não sabia como. Alguém que imaginava saber amar, mas não tinha ideia da imensidão e da dedicação que isso requer.

Fui dos 18 aos 23 anos em poucas piscadas de olho. Se levar um namoro, noivado, casamento por tanto tempo parece longo e difícil de lidar. Esse vínculo semanal, as vezes até mensal, me pareceu muito rápido.

Confesso que minha intenção nunca foi a de guardar para mim algo que era de outra pessoa, mas devo admitir que sonhava com isso. Me parece ser impossível confiar em alguém que consegue lidar com sentimentos fortes por mais de uma única mulher. Mas o sonho continuava, persistia e apesar de todo protocolo, rotina e até mesmo marasmo, eu tentei.

Belo dia acordei, cabelos cacheados, longos, aniversário de 18 anos. No outro eu era alguém 5 anos mais velho, já não me sentia mais como alguém especial. Aquele protocolo semanal, seguido durante 5 anos, já me parecia aqueles cursos de inglês que demoram a vida inteira para serem concluídos e eu finalmente resolvi dar fim a algo que começou numa brincadeira, virou verdade e quase algo para a vida toda.

E algo que durante toda sua vida útil, nunca gerou rusgas, no último dia de vida resolveu gerar. O nosso adeus não foi regado a algum bolero cafona ou lágrimas de saudade antecipada.
Nossa despedida foi como nosso protocolo: espera, tato, escuro, frio, quente, espelhos, cansaço e adeus.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Haverá um dia em que você não haverá de ser feliz.
Sem tirar o ar, sem se mexer, sem desejar como antes sempre quis.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
Lembrará os dias que você deixou passar sem ver a luz.
Se chorar, chorar é vão porque os dias hão pra nunca mais.

Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e depois dançar, na chuva quando a chuva vem.
Melhor viver, meu bem, pois há um lugar em que o sol brilha pra você.
Chorar, sorrir também e dançar.
Dançar na chuva quando a chuva vem.

Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar.
Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar.
Você vai rir, sem perceber, felicidade é só questão de ser.
Quando chover, deixar molhar pra receber o sol quando voltar.
(Felicidade - Marcelo Jeneci)

xxxxxxx

Os tempos são de recomeço, reconhecimento e muito orgulho por ter feito tudo do jeito certo, por mais que não tenha alcançado o resultado desejado. 
Momento em que o corpo se fecha, diferentemente dos olhos, o coração apenas bombeia sangue e finge não sentir mais nada. A cabeça quer esquecer determinados detalhes e a alma só pede um pouco mais de calma, tempo, mar, areia.... 



quarta-feira, 23 de junho de 2010

And so it's...

... sempre achamos que as principais (e mais difíceis) decisões de nossas vidas irão cair no nosso colo assim que abrimos o jornal na parte de horóscopo. Mas a vida real não é assim.
Sempre que se adia uma decisão importante o que se encontra é um problema muito maior do que se pensa.
O bom não é exatamente tomar a decisão, mas o fato de ter dito o que deveria dizer, feito exatamente o que deveria fazer e perceber que todo aquele discurso na frente do espelho ficou muito melhor ao vivo.
Coração leve, sensação de recomeço, mas em alguns casos... essa sensação, não representa um começo efetivo, apenas o início dele.
Pois bem, inicia-se uma fase que parece começar e recomeçar milhares e milhares de vezes em uma única vida.
Primeira fase o vazio é como uma casa vazia, sem paredes, toda pintada de branco, por dentro de por fora.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Momento engraçado.


Tenho passado por um momento engraçado, pelo menos para alguém como eu.
Quero tudo e nada ao mesmo tempo.
Sempre me questiono o fato de "Estar sozinha".
Para não estar sozinha, fiz tudo da forma mais fácil, fui para outras pessoas quem essas pessoas queriam, como queriam e na hora que queriam.
Fiquei tão cega com a possibilidade de não estar sozinha que acabei me deixando levar, me acostumei com a situação e ai já viu.
Pois bem, sempre existe tempo para mudar de posição. Pensei e repensei, "Se tanto quer, que seja a Thaís no modo integral".
Talvez eu esteja sendo rígida demais com isso tudo. Mas o fato é que passei muitos anos cedendo, abrindo mão das minhas coisas. Em troca de que? Um pouco de amor?
Pensando bem, cansei de errar e me moldar as vontades dos outros.
Vou me deixar moldar pelo destino, acaso, tempo e mais uma série de fatores que não dependem de mim.
quarta-feira, 26 de maio de 2010

Realidade.

Você tinha todas as suas esperanças dentro de uma bola de festa, alguém vem e estoura.
As esperanças não saem de dentro da bola aos poucos elas saem de uma vez só.
Devido a euforia do momento, você fica parado, apenas observa. Tudo aquilo que você plantou, se dedicou e sei lá mais o que em segundos acaba.
Fica tudo ali, no chão, perdendo energia para o meio. Você pensa em catar, mas já não existe NADA. Você pensa em xingar absolutamente tudo e todos, mas não valeria a pena. No final das contas, você luta pra não chorar, luta pra não deixar bem claro que aquilo acabou com você, não só naquele momento, mas muito antes. Começou a acabar quando o que sentia se transformou em esperança. Esperança, dependendo do caso é ruim. Muito ruim.
Cega, machuca e até mata. Te faz viver histórias de contos de fadas, sozinha.
Olhe para o lado e veja... você e sua maldita esperança. Sozinhos, sonhando com um futuro que não existe nem em sonho.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

A pura verdade.

Você me ameaça. Não atende quando eu ligo, mas eu sei, você está ali, do lado, sofrendo tanto quanto eu. Pede que eu suma da sua vida, diz que quer sumir da minha, mas por mais que tente não consegue.
É meu bem, é isso, eu também me sinto assim.
Meus pensamentos tolos, todos traduzidos com palavras e docemente postados aqui no blog são todos voltados para você. Por isso quase não tenho postado aqui.
Me sinto trêmula, sem ar, nua com todos os meus sentimentos ali a mostra.
Te conheço de outro lugar, te sinto sem sentir, lembro de situações que nunca vivi com você. Mas é assim, vai continuar sendo.
Por essas e outras que eu insisto em você, insisto em nós dois.
Saiba, talvez eu diga besteira, talvez eu faça besteira, mas eu acho que amo você.
segunda-feira, 5 de abril de 2010

Borboletas na barriga.

- Borboletas, por favor, saiam dai. Saiam de dentro da minha barriga.

Só não sentiu isso quem nunca se apaixonou. Só não sente isso quem nunca teve um encontro com cara de acaso. Que nunca foi alvo de uma saudade esquisita em que nunca se beijou o amado, mas não se faz tão necessário quanto se pensa.
Quando você se pega gostando de alguém e esse alguém é O alguém, algumas coisas parecem deixar de fazer sentido.
Toda mulher sonha em encontrar um cara legal. Toda.
Sempre sonhei em encontrar alguém que se preocupasse comigo, que me fizesse rir quando não deve e que estivesse do meu lado, seja 2hs da manhã de uma segunda feira de trabalho ou em uma véspera de sábado.

"A sensação é a de que eu usei o perfume que estou sentindo agora. Mas o perfume não está em mim. Ele está nas minhas lembranças recentes. A vida dá muitas voltas e eu me pego agora totalmente tonta, inebriada, confusa com tudo, absolutamente tudo que você fala, faz e demonstra. Sabe porque?
É extremamente coerente. "


É assim? Gostar de alguém é assim?
Pois bem, eu estou gostando.




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domingo, 7 de março de 2010

Jardins e o recomeço...

A vida volta para seu eixo, tudo normal. Novas perspectivas, esperanças e afins.
Mas e agora? O que fazer com os sábados e domingos, antes tão cheios de compromissos e agora tão vazios?
Os amigos parecem sentir e se afastam. Você talvez não seja uma boa companhia, conta sempre a mesma história, fala as mesmas coisas a respeito do seu comportamento O comportamento dele. Deplorável. Triste.
Diz que nunca mais vai se deixar levar por alguma situação parecida. Balela.
Os dias se passam, coração quieto, esvaziando feito uma piscina de plástico em um dia de calor, você não quer esvaziar, mas precisa.
Tudo parece ser tão normal, tão esperado, mas dói... mesmo assim não para de acontecer. Aceitar, viver e esquecer. Eis o caminho.
Aceitar, você aceita.
Viver, você vive. Mas se irrita com as constantes provas de que a pessoa ainda está por ali... seja por uma música que você ouve alguém cantarolando na rua (que é justamente a primeira música que você ouviu a pessoa cantarolando), por alguém falando alguma coisa do bairro aonde a pessoa mora, enfim. Parece que o mundo gira por isso... parece que tudo conspira para fazer você lembrar.
Mesmo assim você vive, sente um leve alívio. A sensação de sufoco aos poucos passa. Os sábados viram dia de descanso e quem sabe uma boa saidinha com os amigos.
E ai meu bem, sinal de que começou o processo de esquecer.
Você vai esquecendo, vivendo, aceitando. Tudo ao mesmo tempo. Não busca motivos. Apenas tenta esquecer certos detalhes.
Certamente irá pensar no início de tudo, irá se culpar por uma série de coisas, irá sorrir sozinho, sorrir e chorar, sorrir de tristeza e chorar de saudades. Mas é assim mesmo. Só se pensa no início quando se chega ao fim.
Irá se dar conta que foi egoísta, viveu uma coisa sozinho. Viveu uma história consigo mesmo. Mas não se preocupe. Acontece. Sentimentos são feitos para serem sentidos e não necessariamente correspondidos. Aconteceu comigo, com você e vai continuar acontecendo.

"Estou podando meu jardim, estou cuidando bem de mim..."
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Apenas um desabafo.

- Não, você não vai me irritar. Não vai me tirar do centro.
- Você não vai me colocar em uma situação humilhante, me diminuindo e sei lá mais o que.
Sabe porque?!
- Porque eu NÃO me permito.

Francamente, existem pessoas que não sabem aonde é o seu lugar. Perdidas. Sem rumo. Precisam se auto afirmar tentando causar "caos" na vida dos outros.

Desabafei. Ponto final.
domingo, 24 de janeiro de 2010

Parabéns, Uhul.

Aniversário - Maressa!
Ah a Marê... eis ai uma menina carinhosa, dedicada e bronquinha, mas é bronquinha do tipo que briga quando você quando precisa, que te dá um chega pra lá quando a brincadeira vai além do que ela aguenta e outros detalhes pra lá de engraçados.
Como eu já disse para ela, Maressa é alguém essencial em minha vida. Mesmo que virtual (ela trabalha demais, eu tambem. Alguma hora nos encontramos né dona Maressa?!).
O post de hoje é dedicado a essa baixinha linda. Que ama o seu "Fê". E que encanta todo mundo.
Marê, obrigada por fazer parte de minha vida. Obrigada por todos, todos os conselhos que me deu até hoje.
Tenha um feliz aniversário. Que Deus te abençoe SEMPRE.
Te amo.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ah Ney!

O ano começou bem, fogos, pessoas bebendo, beijo na boca e por fim eu tive que cometer o maior dos erros.
Reatei um relacionamento que era somente uma boa amizade. Mas amizade mesmo, daquelas em que se pode ligar a qualquer horário para falar sobre coisas da vida. Só me toquei disso quando eu já tinha dito sim. Os dias se arrastaram e eu resolvi ser sincera, falei tudo, sem pudores e com um pouco de "sensibilidade". Não deu certo. Sinceramente acho que a tal da amizade para toda hora se foi.
Que seja, coisas da vida. Passou.
A atual trilha sonora de minha vida tem sido qualquer coisa cantada por Ney Matogrosso.
Certas horas ele fala de amor, entrega, falta de compromisso e sensualidade. Seria isso tudo aquilo que preciso no momento ou apenas o meu lado "louco apaixonado, um caso complicado de se entender" falando mais alto?
Tudo que foi loucamente bagunçado em 2009, tem se arrumado em 2010.
O lado cultural de Thai anda bem em alta, idas a teatro, centros culturais, cinemas, mostra de curtas e maratonas de cinema. O que mais eu quero?



"Ele diz, tudo aquilo que eu queria dizer, mas não digo.

Canta versos de amor, fala de coisas que eu vivo. .

A Ney M. só você... só você."
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ano novo X Inspiração

Ah 2009, vá com Deus.
O ano começa a terminar e eu quero que isso tão logo aconteça.
Meu ano foi um tanto quanto parado, sentimentalmente falando. Aprendi muitas lições, chorei diversas vezes, algumas com motivos outras sem. Enfim, 2009 não foi bom para o coração.
Por outro lado foi um bom ano para a cabeça, lado profissional e sinto que em tão pouco tempo eu aprendi a reconhecer o paraíso. Depois de vivenciar o oposto dele.
A sensação, hoje, em relação a tudo de ruim que aconteceu comigo, é só de lembrança. Mas só meus bons e queridos amigos, sabem o quão difícil foi para mim passar por tantas mudanças em um curto espaço de tempo.
O fato é - o fim do ano se aproxima, período de provável reflexão, momentos insight são frequentes e mesmo assim, eu não me arrependo de nada.
A teoria do "Amor Maior" se desfez e hoje em dia só me preocupo em viver. Questionando tudo. E mesmo assim vivendo, sem muitas preocupações com coisas totalmente intangíveis e fúteis. Mas ainda assim vivendo. Sem perder a esperança de ser um dos motivos da alegria de alguém especial. Vivendo. Com com vontade de ser o "Amor Maior" de alguém. Assim, sem mais, apenas sendo, sentindo, deixando ser...


Inspiração.

Essa coisa doida, vontade de escrever, não tem me deixado em paz esses últimos dias.
Ansiedade talvez. Tenho vivido momentos importantes de lazer. Intensas vontades de estar do lado de alguém e apesar de querer fazer segredo, deixar acontecer, etc, etc. A inspiração que isso tudo me causa, não me deixa em paz. Nem mesmo de madrugada.
Ultimamente tenho tido a sensação gostosa de frio na barriga quando o telefone toca, coração disparado, ouvindo músicas mais do que o normal. E sempre encontrando um sentido diferente do que tinha encontrado da última vez.
O cursor do editor de texto não é mais um amigo bipolar que some e aparece. Ele tem ficado menos tempo pisacando. Enquanto eu, silenciosamente, coloco aqui os milhares de pensamentos, sórdidos ou não, de um dia inteiro.
Apesar dos dias chuvosos, minha vida tem sido bem primavera, alegre, muitas gargalhadas, mesmo de manhã.
Viva os bons momentos, viva a inspiração - por mais que ela não te deixe dormir.
terça-feira, 17 de novembro de 2009

Epidérmico!

"[...]

Você planeja terminar um relacionamento. Chegou à conclusão que não quer mais ter a seu lado uma pessoa distante, que não leva nada à sério, que vive contando piadinhas preconceituosas e que não parece estar muito apaixonado.

Por que levar a história adiante? Melhor terminar tudo hoje mesmo. Marca um encontro. Ele chega no horário, você também. Começam a conversar. Você engata o assunto. Para sua surpresa, ele ficou triste. Não quer se separar de você. E para provar, segura seu rosto com as duas mãos e tasca-lhe um beijo. Danou-se.

Onde foram parar as teorias, os diálogos que você planejou, a decisão que parecia irrevogável? Tomaram Doril. Você agora está sob os efeitos do cheiro dele, está rendida ao gosto dele, está ligada a ele pela derme e epiderme.

A gravação do seu celular informa: seus neurônios estão fora da área de cobertura ou desligados.

Isso nunca aconteceu com você?

[...]"

(Amor Epidérmico - Martha Medeiros)
Deixo aqui algo que alguém escreveu e me descreve por tabela.
Obs: Acho que descrições, questionamentos e afins devem ser a pauta da minha próxima autoanálise. Está virando um certo tipo de mania, obcessão... enfim.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Descreva-se, se puder!

Ah o mundo virtual. Twitter, blogs, orkut. Temos aqui uma vida virtual.

Visitando profiles, twitters, blogs e afins. Descobri que pessoas tem uma super dificuldade em se descrever e acabam optando por colocar um pedaço de música que resuma um pouco de sua personalidade.

Resolvi colocar a minha descrição aqui:

"Thais Leal (21), como fazem nos jornais, estudante de sistemas de informação, professora, aficionada por programação e desenhos animados. Virginiana, analista, ascendente em escorpião, geniosa, lua em peixes, uma romântica incorrigível. Ah, escritora também. E leitora. E orkuteira. E baladeira. E apaixonada, mesmo que seja por um pedaço de papel ou lembrança ligada a músicas de axé.

Alguém que se descreve com músicas, prende o choro sem motivo no meio da rua e que como professora não tem vergonha de dizer quando não sabe alguma coisa (Mas logo após sai correndo para o Goooogle procurar).

Enfim, Thaís Leal, Thai, Carrie, Sapita... palavras, nomes, nicks que descrevem um ser humano de comportamento um tanto quanto peculiar. "

Será que eu realmente preciso dizer mais alguma coisa?!

Está lançado o desafio, Descreva-se, se puder!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A frase da moda.

Mundo moderno, cheio de obrigações e prioridades. Eu tenho as minhas, entre essas prioridades estão faculdade, curso, trabalho, buscar um trabalho novo e quem sabe, finalmente, encontrar um grande amor.
Ai eu encontro um problemão. Eu coloquei a minha lista... em importância de prioridade. Talvez um novo amor esteja em último lugar, isso é um fato. Mas isso não significa que eu não abra mão, de vez em quando, de algum compromisso menos importante em virtude desse novo amor.
Nos dias de hoje, as pessoas realmente tem muitas prioridades voltadas para o lado profissional e deixam que o lado pessoal se resolva por si só. Eu sou uma delas, mas como eu já disse eu sou uma incendiária inspiradíssima. Então não adianta, só de profissional eu não vivo.
Romance, casinho, namoro, casamento, é o tipo de relação que requer cumplicidade, dedicação, retribuição de sentimentos. Não adianta buscar algo de alguém que realmente não te vê como uma das prioridades. Vejam bem. Eu disse: "uma das prioridades". Não precisa ser absoluta, rainha, única, mas preciso no mínimo ser uma das.
Todo mundo fantasia a idéia de que o legal é ser solteiro, várias baladas, várias festinhas. Eu experimento isso e sinceramente já não é mais tão legal. É confortável estar assim, você vive relações cheias de pretenções, mas não tem o compromisso. Sem fidelidade, sem obrigações, mas no fundo... é o que todo mundo quer. Mais cedo ou mais tarde.
Certo dia me perguntaram: "Qual é a diferença entre ficar e namorar?"
Agora eu respondo:
O compromisso e a vontade de dar um passo rumo ao futuro misterioso todos os dias, juntos.
Eis a frase dos tempos modernos: "Não trate como prioridade, quem te trata como opção". Eu mudaria o opção por "opção - ocasião", mas.

Inspiração: Aldo Novak.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Café sem açúcar!



Vivo uma fase meio:


"Mas ficou tudo fora de lugar
Café sem açúcar, dança sem par".


Sem graça, confesso. Mas sei que é apenas o início de um novo incêndio.
É um fato, eu sou uma incendiária. Daqui a pouco acho outra fonte de calor, impossível ou não, invisto todas as minhas pequenas e sinceras faíscas, crescendo, pouco a pouco, incendiando, doendo, fazendo doer. E tudo começa outra vez.


"I gotta take a little time,
A little time to think things over
I better read between the lines,
In case I need it when I'm older"
quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ansiedade, consumismo e um cadinho de sentimentalismo.

É engraçada a forma como determinadas preocupações causam reações diferentes em mim. Talvez sejam o tais hormônios, talvez sejam os tais problemas. O fato é que: Tenho aqui um cartão de crédito, uma conta ativa e "verde" e muitos impulsos de comprar absolutamente tudo bonitinho que vejo pela frente. Sempre com a desculpa "Nossa, preciso tanto disso".

Para quem não sabe, minha mãe número 3 está internada e isso me preocupa demais. Tudo aconteceu rápido demais, dolorido demais. Tão dolorido que até hoje (um mês depois) e eu ainda reluto em ir ao hospital nos dias de visita.

Descobri que questiono demais coisas que não devem ser questionadas, apenas vividas. Mas é tão difícil... sentir, querer, não ter e não saber o porque. Apenas aceitar. Não deveria, mas eu quero saber o porque, como, quando, onde. Sou louca por isso?

Fato que estou em um momento de transição, fato que tudo já não é como era antes, mas dai a dizer que eu cometeria a ousadia de gostar de ficar sozinha já é o cúmulo. Risos.

O foco é outro, a vontades são mais intensas e é isso!

"O que me faz feliz

São coisas pequenas"



segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Momento "Insight"

Sempre achei meio "balela" esse negócio de autoconhecimento. Mas de uns tempos para cá é isso que eu tenho mais feito. Não me sinto fechada, me sinto diferente, estar sozinha não é mais o problema que um dia foi.
Talvez esteja me tornando alguém mais centrado, descontando minhas angústias, frustrações, medos e alegrias em mim, não em outra pessoa.
Sinto que é o momento de buscar especialização na minha área, estou estudando muito, trabalhando nem tanto, mas fazendo vários cursos ao mesmo tempo.
O lado amoroso? Sei lá.
Talvez o príncipe encantado tenha tirado férias da minha cabeça, ido tomar um café... ou simplesmente não é príncipe coisa alguma. É apenas alguém, normal, trivial e eu nunca me dei conta de olhar para os lados e finalmente perceber que ele está lá.
É engraçada a forma como nesse momento "insight" tenho prestado mais atenção no que pessoas ao meu redor dizem, as vezes, nem é para mim, mas presto atenção do mesmo jeito. Estão ai as grandes descobertas que fiz:
- Temos que ser centrados sempre.
- Temos que pensar no lado positivo das coisas, aprendendo a perder o medo de determinada situação futura.
Acreditem, meus queridos leitores, fez toda diferença em minha vida. Toda!
Há muito não escrevo no blog, essa é a minha justificativa. Estou buscando me conhecer, entender, analisar (o que mais faço com tudo!).
Em resumo, final de semana divertido, muitas risadas, mordidas, abraços e a sensação de que alguma coisa realmente mudou aqui dentro.

Good vibes, ever... (É "Boas vibrações, sempre... " só que em inglês).

Vontade:
Cheiro do mar, pés na areia e sensação de ventinho no rosto.
Realidade:
Enganando a fome com copos de água e faculdade até as 22hs.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Questionamentos?!

Semana complicada, ainda bem que chegou sexta-feira, ou não. Tive uma semana de unhas roídas por inteiro, briga com aluno, ansiedade e algumas muitas lágrimas.
Descobri que o especial, quando é especial, é especial e ponto final. Sem porques, é especial e não se fala mais nisso.
Mas ai me pergunto: Se é especial, porque não deixar bem claro que é especial?
Hoje o cursor do editor de texto do blog apenas pisca na minha frente, enquanto minha mente dá voltas e voltas, a vontade de chorar, gritar, sorrir, fingir não ser, vai e depois volta.
Me dei conta, "Eu estou sozinha, novamente?!" - ou será que sempre estive e não percebi?
Esse é um post de questionamentos, certezas e loucuras. Essa é a única forma que tenho para dizer que tem coisas que nunca vão mudar em mim.
Roubei de um blog, algo que alguém muito especial em minha vida escreveu sobre ele mesmo (e quando ele fala dele mesmo... automaticamente ele fala de mim, visto que somos incrivelmente parecidos):

"Tenho uma capacidade inefável para construir castelos de areia. Acredito no improvável, deposito últimas esperanças nas exceções, todas as fichas são apostadas naquele número da roleta que ainda não saiu.
(...)
Basta uma fagulha, por menor que seja, para que o meu celeiro se incendei - e, então, controlar as chamas que ardem aqui dentro é quase impossível... Quando isso acontece, é preciso deixar que o fogo consuma tudo, num apetite voraz, para, no fim, quando restarem apenas cinzas, renascer. Tal qual a Fênix.
(...)
Um louco, por esperar pela exceção. Um irresponsável, por apostar onde não deveria. Tolo, louco, irresponsável, mas, sobretudo, incendiário."

A vontade agora, é a de pular os dias... sem viver e viver ao mesmo tempo. Apenas dormir, sem sentir, sem ver... o tempo passar.
terça-feira, 15 de setembro de 2009

Professora Thai.

Hoje, enquanto dava aula, me lembrei com saudade do tempo em que eu era a aluna que acha meu professor de infomática chato e vivia a visitar orkut e afins escondido.
Como professora que me tornei e como aluna que fui e ainda sou, acho injusto para os dois lados determinadas coisas.
Me bate o medo de ser exigente demais, me bate o medo de ir além nas amizades (extra-classe), são tantos medos, tantos questionamentos que nem sei por onde começar ou o que pensar, em alguns momentos.
O plano de ser professora sempre existiu, sempre foi bem visto por mim, mas nunca imaginei que fosse acontecer tão cedo. Não me imaginava preocupada com o comportamento de um, falta não justificada de outro, mas agora estou aqui.
Professores são vistos como seres humanos diferentes, pelo menos eu via assim, como alguém que sempre sabe a resposta para os nossots questionamentos, aquele que temos curiosidade para saber onde mora, se namora, onde estudou ou se tem filhos. Me pergunto: Será que alguém tem a mesma curiosidade sobre mim?
Logo eu, que sempre tinha a mania de controlar o presente, me vejo em uma vida em que os caminhos do futuro não são totalmente controlados por mim.


Texto do dia 08-set-2009

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