domingo, 29 de maio de 2011

Chuviscos de festa.

  O dia se mantinha irredutível, céu cinza, vento geladinho no rosto e a ideia de que tudo que poderia acontecer durante a noite fosse por água a baixo, literalmente falando.
  Passei parte do dia pensando em como o dia se daria e você foi o mais latente pensamento. Resolvi ligar e como sempre conseguimos falar sobre os mais diversos assuntos, vamos de RH até tecnologia da informação em poucos minutos, isso tudo depois de passar por comportamento interpessoal, música, Lapa, amigos e por ai vai.
  As horas se passaram, tudo começou a se arrumar para que eu me encontrasse com você.
  Tudo aconteceu da mesma forma de sempre. Sorriso sem jeito, mecher de cabelos, beijo com gosto de "Oi, senti sua falta" e um belo sorriso debochado de resposta como num "Eu sei, eu sei... ".
  Precisamos dar algumas voltas por um lugar onde não gostaríamos de estar, mas creio que apenas a companhia um do outro já era suficiente, como sempre tem sido.
  A noite continuou correndo e finalmente tivemos que executar o plano inicial de comemorar o aniversário de um grande amigo meu. No caminho, por mais que o ar me faltasse, risadas não faltavam e a culpa era de quem andava de mãos dadas comigo. Entre passos rápidos, inspira-expira mais forte do que o normal eu vi no nos olhos dele um "quê" de preocupação e carinho.
  Pouco tempo depois de chegarmos no local pretendido, trocamos algumas palavras com os presentes e algum tempo depois o aniversariante nos flagrou combinando uma 'jogatina' e esse foi o papo por quase toda a noite.
  Na maior parte, eu só observei e a cada palavra, gesto ou expressão eu percebi que ele estava bem estando ali. E eu estava bem também.
  O fato dele estar bem e confortável com todas aquelas pessoas era significativo demais pra mim. Assim como todo e qualquer dia que estou ao lado dele.
  É assim, a cada dia mais, a cada dia mais forte e a cada dia mais simples. Tem me feito bem.
quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma justificativa aceitável.

Tem algum tempo que não consigo escrever algo que realmente sirva para ser colocado no blog.
Na verdade, existe muito a ser dito, mas vir aqui e transformar sentimentos em palavras é o tipo de coisa que eu não quero fazer agora. 

Tenho pensado em mudanças que fariam o blog evoluir de alguma forma, mas eu não sei se quero que isso aqui evolua. Porque com a evolução vem a necessidade de dedicação e nesse momento eu optei por não me dedicar inteiramente a nada em especial. 


Com isso tudo só quero dizer que a inspiradíssima está bem, mas ela precisa de férias, de tudo. 
Saibam que amo cada um de vocês, mesmo não sabendo quem são. 
A unica coisa que sei é que é bom demais saber que tem alguém ai do outro lado, que bem ou mal, me lê. 


Um beijo! 

Os três pontos...

Durante três exatos dias ela teve certeza de que tudo aquilo estava prestes a acabar. Não acabar de uma vez, mas acabar de forma progressiva-regressiva. Aumentando e acabando, como numa onda. 
Muitas foram as vezes em que ela terminou frases com três pontinhos e poucas foram as vezes em que ele se preocupou com isso.
Certo dia ela pensou em mandar uma mensagem:
"Gosto de você. Não se esqueça de nós..."
Leu, leu novamente e resolveu não enviar a mensagem. 


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Corre moça, corre...

Eu escrevo como um alguém desenfreado correndo pela rua num dia de chuva.


Essa pessoa que corre busca amor, busca alguém que talvez esteja o tempo inteiro com as malas arrumadas e passagens compradas para ir embora e deixa isso bem claro.

Essa pessoa que corre busca muito mais do que um amor, um alguém, ela busca aquela outra pessoa, busca a parte daquela pessoa que fez com que ela pudesse ser um pouco mais ela novamente.

Chego a sentir o cheiro da chuva, a temperatura e confesso eu sou um pouco dessa moça. Eu invejo essa pessoa que corre, pelo menos ela se permite correr.

Corra moça, corra, pare de chorar e apenas corra.

Corra e enquanto corre lembre-se de dias inesquecíveis, beijos incontáveis e planos que vocês dois sabem que não 'cabem', mas mesmo assim não deixam de ser de vocês.

Não perca a chance de, pelo menos uma única vez na vida, fazer algo valer a pena.

E assim, mais uma vez, me sento e assisto filmes que se passam apenas na minha cabeça...
segunda-feira, 2 de maio de 2011

É bom saber...


É bom saber que alguém me 'lê'.
É bom saber que, de vez em quando, tem alguém ai do outro lado que sabe exatamente como eu me sinto.
É bom saber, é bom saber.
sexta-feira, 29 de abril de 2011

Bom é quando faz bem!

"Só o que eu posso te dizer é 'Bom é quando faz mal!'"(Bom é quando faz mal - Matanza) - Mas, e quando bom é quando faz bem?
E se ele acaba te propondo pequenas 'ilegalidades'?
Apenas viva, se imponha limites menos rígidos e fuja da rotina de vez em quando.
Saiba medir as coisas e perceber quando algo te faz realmente bem. Porque não existe coisa melhor do que chegar sorrindo em casa, dar 'boa noite' ou 'bom dia' a quem não conhece, não só por educação, mas também por vontade de falar, sorrir.
Isso não significa que eu vá apoiar alguém que diz ser feliz quando machuca alguém. Mas quando se é feliz sem interferir na vida do outro agora é hora de parar de se amarrar a certos conceitos impostos por uma sociedadade, que em sua grande parte, vive de aparências.
Apenas faça absolutamente tudo que esteja dentro dos seus limites.
Não olhe pra tras e não tenha medo do lanterninha do cinema. Faz bem.
terça-feira, 26 de abril de 2011

Bloqueio criativo-sentimental...

... tenho passado por isso, mas não significa que eu não use minha criatividade em outras áreas de minha própria vida ou que eu tenha parado de sentir. Eu apenas não sei mais como resumir em palavras tudo aquilo que eu tenho sentido ultimamente.
  A tal inspiração tem brincado de 'esconde-esconde' comigo; Quando posso escrever, ela some. Quando não posso, ela aparece.
  Eu fiz planos concretos de modo de vida e resolvi executar todos esses, mas existem determinadas coisas que não dependem de mim. Minha vida mudou de rumo em menos de 15 dias. E todos os planos foram sutilmente desfeitos por uma unica parte de mim que não me obedece: o meu coração.
  Eu não sei como descrever exatamente o que está acontecendo, não sei mesmo. Mas me limito a dizer que tenho me perdido dentro de olhares e toda vez que lembro sinto vontade de chorar, de alegria.
  Então fico assim, meio ausente-presente, olhando, fotografando, sentindo, deitando em puffs por ai...

  Sem mais,
  Thaís Leal.

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